Curso qualifica profissionais do SUS para análise de indicadores de saúde da população negra

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Com o objetivo de fortalecer a equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde oferece o Curso de Análise de Indicadores de Saúde da População Negra, voltado a trabalhadores, gestores e demais profissionais da área. A iniciativa parte do reconhecimento de que o racismo, em suas diferentes formas, afeta diretamente as condições de vida e saúde da população negra no Brasil, ampliando a exposição a agravos e mortes evitáveis.

Mais do que intensificar vulnerabilidades, o racismo também restringe o acesso a direitos, serviços e políticas públicas. Por isso, qualificar profissionais do SUS é um passo fundamental para compreender o racismo como determinante social da saúde e, a partir disso, desenvolver estratégias que contribuam para reduzir seus impactos no dia a dia dos serviços.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, iniciativas como essa são essenciais para transformar a realidade do sistema de saúde. “Fortalecer a análise de dados e a produção de informações qualificadas é fundamental para enfrentar as desigualdades raciais em saúde. Isso passa, necessariamente, pela inclusão e pelo acolhimento da população negra no SUS, garantindo acesso mais justo, cuidado adequado e respeito às especificidades dessa população”, destaca.

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A formação apresenta uma abordagem introdutória sobre os processos históricos e socioculturais do racismo e seus impactos na saúde da população negra. Também prepara os participantes para analisar e construir indicadores epidemiológicos, fortalecendo a produção de informações qualificadas e subsidiando o aprimoramento das políticas públicas.

Entre os desafios atuais está a ausência de monitoramento adequado e o preenchimento incompleto do quesito raça/cor nos sistemas de informação em saúde. Essa lacuna compromete o cumprimento de normativas legais e dificulta a formulação de estratégias efetivas para enfrentar as iniquidades. Ao contribuir para o registro e a análise qualificada desses dados, o curso se torna uma ferramenta importante para a promoção da equidade no SUS.

Com carga horária de 40 horas, o curso é  autoinstrucional e totalmente on-line, realizado por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do PROFEPI (AVA PROFEPI). As inscrições estão abertas, ampliando o acesso de profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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