A 43ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres (FIPe) entrou para a história não apenas pela grandiosidade do evento, mas também por reafirmar a força, a competência e o protagonismo das mulheres em um dos maiores festivais turísticos de Mato Grosso.
Nesta edição, o FIPe resgatou a tradicional prova de pesca embarcada motorizada feminina e avançou ainda mais ao criar duas novas categorias exclusivas para mulheres, a pesca feminina de caiaque e a pesca feminina de canoa. A iniciativa ampliou a participação das pescadoras, valorizou a presença feminina no esporte e reforçou o compromisso do festival com a inclusão, a representatividade e a igualdade de oportunidades. Nas provas de praia , também há categorias femininas PCD, Sênior , Infantil e Juvenil.
Em um município administrado por uma prefeita, Eliene Liberato Dias, e com o festival coordenado por uma secretária de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, o FIPe também demonstrou, na prática, a competência da mulher na gestão pública, na organização de grandes eventos e na construção de políticas que abrem espaços e fortalecem a participação feminina.
Para a prefeita Eliene Liberato Dias, a presença das mulheres nas competições representa uma conquista importante e simbólica. “O lugar da mulher é onde ela quiser estar. No comando da gestão, na organização de um grande festival, pilotando um barco, remando uma canoa, conduzindo um caiaque ou disputando uma prova de pesca. O FIPe mostrou mais uma vez que as mulheres têm força, talento, coragem e competência para ocupar todos os espaços. Essa edição ficará marcada também por esse avanço”, destacou a prefeita.
A secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, responsável pela coordenação do festival, ressaltou que a inclusão das novas categorias femininas fortalece ainda mais a identidade do FIPe. “Ao incluir e valorizar as provas femininas, o FIPe ganha em representatividade, emoção e grandeza. As mulheres sempre fizeram parte da história do festival, seja nas equipes, nas famílias, na organização ou na torcida. Agora, elas também ocupam com ainda mais destaque o espaço das competições. Isso engrandece o evento e mostra que Cáceres está preparada para realizar um festival cada vez mais inclusivo e participativo”, afirmou Alessandra.
Entre as participantes, o sentimento também foi de reconhecimento e alegria. Para Elzi Valadares, integrante da equipe campeã e pescadora conhecida em Mato Grosso por suas conquistas em provas de pesca ao lado do marido, o multicampeão Gilmar Reis Brunelli, a valorização das mulheres no FIPe representa um momento especial. “O FIPe acertou muito ao abrir e fortalecer essas categorias femininas. Nós, mulheres, também amamos a pesca esportiva, temos técnica, dedicação e espírito competitivo. Ver tantas mulheres participando é emocionante. Isso incentiva outras pescadoras e mostra que a pesca também é um espaço nosso”, destacou Elzi.
Com a retomada da pesca motorizada feminina e a criação das categorias de caiaque e canoa para mulheres, a 43ª edição do FIPe reafirmou o compromisso de Cáceres com a inovação, a inclusão e o fortalecimento do turismo esportivo.
Mais do que uma competição, o festival celebrou a presença feminina em diferentes frentes, na gestão, na coordenação, na organização, nas águas do Rio Paraguai e no coração de um evento que pertence ao povo cacerense e encanta visitantes de todo o Brasil.
Esdras Crepaldi / Fipe DRT 940 MT






















