Brasil reforça compromisso humanitário e acolherá 500 afegãos refugiados em 2025

Foto: Jamile Ferraris/MJSP

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Brasília, 21/02/2024 – Acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a organização da sociedade civil Panahgah Associação de Apoio Humanitário Internacional possibilitará que o Brasil acolha 500 afegãos refugiados ao longo de 2025. O instrumento foi assinado pelo secretário Nacional de Justiça (Senajus), Jean Keiji Uema, e pela coordenadora da Panahgah, Sindy Santiago, nesta sexta-feira (21).

O acordo está inserido no Programa de Reassentamento, Admissão e Acolhida Humanitária por Via Complementar e Patrocínio Comunitário, que visa oferecer soluções de acolhimento humanitário para nacionais afegãos forçados a deixar seu país de origem. A partir de março, a associação poderá oferecer acolhida humanitária e integração social a famílias, a idosos, a crianças e a sobreviventes de violência do país asiático.

O secretário da Senajus afirmou que o sistema de migração e de refúgio brasileiro conta com diversos atos normativos, alguns deles serão editados em breve, inclusive a Política Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia. “O patrocínio comunitário é uma nova modalidade, que já apresenta resultados positivos internacionalmente. No Brasil, estamos adaptando essa experiência às nossas particularidades e, com isso, vamos manter o compromisso de ser um País acolhedor”, explicou.

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O modelo já é bem-sucedido em países como o Canadá, onde grupos da sociedade civil apadrinham refugiados e fornecem apoio financeiro e assistência à integração social. A iniciativa canadense tem demonstrado impacto positivo na inserção dessas pessoas na sociedade, com redes de apoio que facilitam a adaptação e a autonomia.

A coordenadora da Panahgah celebrou a assinatura do acordo e ressaltou a importância do engajamento da sociedade no processo de acolhimento. “Sempre digo que acolher não é apenas papel do governo, mas de toda a comunidade. Queremos construir um ambiente solidário, em que as pessoas tenham com quem contar nos momentos difíceis”, destacou.

O coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Pedro Cicero, explicou que o Governo Federal vai monitorar e apoiar a integração local dos afegãos. “Esse acordo é mais um passo no compromisso que o Brasil tem, nos últimos anos, de garantir a segurança e a dignidade daqueles que buscam refúgio em nosso País”, disse.

Desde 2021, o Brasil tem adotado medidas específicas para facilitar a entrada e a permanência de afegãos no País, como as Portarias MJSP nº 24/2021, MJSP/MRE nº 42/2023 e nº MJSP/MRE 49/2024, que regulamentam a concessão de vistos humanitários. Com a assinatura do acordo, espera-se fortalecer a proteção e promover a inserção social e econômica dos refugiados afegãos no Brasil.

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Participaram da solenidade representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), da Agência ONU para as Migrações (OIM) e do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH).

Outras organizações da sociedade civil estão em fase avançada de análise para participar do programa. Duas delas estão habilitadas: o Instituto Estou Refugiado e a Missão de Apoio à Igreja Sofredora (Mais). Juntas, elas poderão oferecer mais de 200 vagas para o acolhimento de afegãos.

As entidades interessadas em atuar no acolhimento de afegãos no Brasil ainda podem enviar propostas à Senajus. As regras estão no Edital de Chamamento Público nº 1/2024.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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