Ministério da Saúde divulga Boletim Epidemiológico sobre o impacto das Doenças Tropicais Negligenciadas nas crianças

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Entre 2010 e 2023, 20 milhões da população de 0 a 14 anos foram acometidas pelas Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) no Brasil. É o que a ponta o Boletim Epidemiológico do impacto das DTNs na morbimortalidade das crianças no Brasil, publicado nesta quarta-feira (29), pelo Ministério da Saúde, durante o II Seminário Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, na Organização Pan Americana da Saúde (OPAS/OMS).

“As doenças não são negligenciadas, as pessoas que são negligenciadas. E, nós do Ministério da Saúde, estamos intensificando as ações de vigilância para reduzir o impacto dessas doenças na população”, reforçou a diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Alda Cruz. A análise dos dados epidemiológicos de DTN em crianças contribui para maior investimento em especial na primeira infância, processo fundamental para se alcançar uma população mais saudável no futuro, aponta a diretora. 

Excluindo dengue e chikungunya, verificou-se tendência na redução da taxa de detecção de casos de DTN no período 2010-2023 em crianças de 0 a 11 anos no Brasil, alcançando 17,72 casos por 100 mil habitantes em 2023. Para o cenário futuro, até 2028 estima-se manutenção na taxa de detecção para 15,09 casos por 100 mil habitantes.

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Acidente ofídico, doença de Chagas, esquistossomose, filariose linfática, hanseníase, leishmaniose visceral, leishmaniose tegumentar, oncocercose, raiva humana, tracoma, dengue e chikungunya foram as DTN analisadas pelo Boletim. Em 2024, o Brasil eliminou a filariose linfática (elefantíase) como problema de saúde pública, através do Brasil Saudável.

O controle de DTN é fundamental para alcançar metas de saúde global, elevar qualidade de vida e reduzir desigualdades, alinhando-se a princípios de justiça social e equidade promovidos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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