O Ministério do Esporte (MEsp) convidou nesta sexta-feira (7), Roberto Soares Armelin, diretor executivo jurídico do São Paulo Futebol Clube, e a vice-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo, Mariana Chamellete, para o painel “Mudanças Climáticas e Paradesporto – Casos Práticos”. A conversa ocorreu no estande do governo federal e fez parte da programação do segundo dia da Expo Brasil Paralímpico, que ocorre até sábado (8). A programação faz parte do Palco Transforma Paradesporto, produzido pela Secretaria de Paradesporto do MEsp.
A mesa foi conduzida pela diretora de Projetos, Thiele Araújo, que destacou como as mudanças climáticas já impactam diretamente a vida e a carreira de atletas brasileiros. Ela citou o caso de Vanderson Chaves, atleta paralímpico de esgrima que perdeu sua casa e equipamentos nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, pouco antes de ser selecionado para os Jogos Paralímpicos de Paris.
“Pelo relato de Vanderson, testemunhamos como as mudanças climáticas afetam de forma ainda mais severa os atletas, que se tornam extremamente vulneráveis. Faltam protocolos e medidas de emergência que poderiam ajudá-los a proteger seus equipamentos e manter a continuidade de seus treinos. O poder público ainda não está preparado para lidar com essas situações, mas precisamos agir e avançar nesse mapeamento”, afirmou.
Thiele explicou que o objetivo do painel é aprofundar a discussão sobre a relação entre mudanças climáticas, gestão esportiva e inclusão, mostrando como clubes e instituições já começam a implementar protocolos e práticas voltadas à sustentabilidade. “Precisamos sensibilizar a sociedade e as organizações esportivas, estimulando a adoção de medidas de mitigação e adaptação. Ainda estamos no início desse caminho, mas temos bons exemplos sendo construídos”, destacou.
Representando o São Paulo Futebol Clube, Roberto Soares Armelin reforçou o compromisso da instituição com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com o Pacto Global da ONU, ressaltando o papel dos clubes como agentes de transformação. “Todos nós, de alguma forma, já fazemos algo que tem impacto social e ambiental. Clubes como o São Paulo precisam estar comprometidos com o Pacto Global e com as ODS. Não é só futebol — fomentamos outras práticas e queremos ser cada vez mais protagonistas no paradesporto”, afirmou.
O dirigente acrescentou que o clube está em um processo contínuo de construção de uma cultura mais inclusiva. “Queremos ser uma entidade cada vez mais inclusiva e diversa. Inclusão não é apenas convidar para a festa — é chamar para dançar. Ainda estamos aquém do que gostaríamos, mas seguimos com o compromisso de avançar e ser referência como instituição inclusiva. Esse é o São Paulo de verdade”, concluiu.
Sustentabilidade
A advogada Mariana Chamellete também enfatizou a importância de integrar a agenda climática e social nas práticas do esporte e do direito desportivo. “Felizmente o mundo mudou, e as pessoas precisam entender que esse é um caminho sem volta. Falar em ESG é falar em propósito, em fazer algo em benefício de um mundo melhor. Sou esperançosa de que não teremos retrocessos e fico feliz em ver o comprometimento de clubes como o São Paulo”, afirmou.
Mariana também agradeceu o apoio e o protagonismo do Ministério do Esporte na condução da pauta. “Agradeço ao secretário de Paradesporto, Fábio Araújo, e a toda equipe do ministério, que tem demonstrado comprometimento real com essa discussão. O esporte tem um papel essencial na construção de uma sociedade mais sustentável e inclusiva”, completou.
A participação do Ministério do Esporte na Expo Brasil Paralímpico segue até sábado (9), com painéis e atividades voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de inclusão, integridade e desenvolvimento do paradesporto em todo o país.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Fonte: Ministério do Esporte






















