O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais registrou queda de 0,5% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, já com ajuste sazonal. O desempenho ficou abaixo da média nacional, que avançou 1,1% no período, e indica desaceleração da atividade econômica no estado, segundo análise da FIEMG.
Economia mineira soma R$ 285,7 bilhões no trimestre
Em valores correntes, o PIB mineiro totalizou R$ 285,7 bilhões no período. A composição setorial mostrou predominância do setor de serviços, responsável por R$ 160,1 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 64,7 bilhões, e pela agropecuária, que somou R$ 23,5 bilhões.
Apesar da relevância no agregado, o desempenho dos setores foi desigual no trimestre.
Agropecuária e indústria puxam resultado negativo
Na análise setorial, a agropecuária foi o segmento com maior retração, registrando queda de 9,9% na comparação com o trimestre anterior. A indústria também recuou, com baixa de 0,5%, influenciada principalmente pela indústria extrativa, que apresentou queda de 5,4%.
O desempenho negativo desses setores contribuiu diretamente para o enfraquecimento do PIB estadual no início do ano.
Serviços sustentam leve crescimento na margem
Em contrapartida, o setor de serviços foi o único a registrar crescimento no período, com alta de 0,7%. O avanço foi impulsionado principalmente pelas atividades de comércio e outros serviços, que ajudaram a amortecer a queda dos demais segmentos.
Comparação anual mostra perda de dinamismo
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB de Minas Gerais recuou 0,7%. No mesmo intervalo, a economia brasileira avançou 1,8%, evidenciando uma perda de dinamismo da atividade econômica mineira frente ao cenário nacional.
FIEMG mantém projeção de crescimento para 2026
Apesar do resultado negativo no início do ano, a FIEMG mantém projeção de crescimento de 1,6% para o PIB de Minas Gerais em 2026.
A expectativa é de expansão de 2,0% na indústria, 1,5% nos serviços e 0,9% na agropecuária. No entanto, o cenário econômico segue cercado por incertezas, como juros elevados, pressões inflacionárias, instabilidade externa e maior cautela nos investimentos.
Segundo a entidade, esses fatores devem influenciar o ritmo de recuperação ao longo do ano, exigindo atenção do setor produtivo e dos formuladores de política econômica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




















