O mercado brasileiro de suínos segue apresentando comportamentos distintos entre os principais estados produtores. Dados divulgados pelo Cepea/Esalq mostram que Minas Gerais liderou as cotações do suíno vivo em junho, registrando o maior preço entre as regiões monitoradas, enquanto o Paraná apresentou a menor cotação do período.
Além das diferenças regionais, o setor ainda opera abaixo dos níveis observados no início de 2026, mesmo com recuperações pontuais em algumas praças.
Minas Gerais lidera preços do suíno vivo
Em 24 de junho, o suíno vivo em Minas Gerais foi negociado a R$ 5,92 por quilo, o maior valor entre os estados acompanhados pelo Cepea. O resultado também consolidou o melhor desempenho mensal da região, com valorização acumulada de 5,34% em junho.
Na sequência aparecem:
- São Paulo com R$ 5,29 por quilo
- Rio Grande do Sul com R$ 5,02 por quilo
- Santa Catarina com R$ 4,99 por quilo
- Paraná com R$ 4,65 por quilo, o menor valor entre as praças monitoradas
A diferença entre a maior e a menor cotação chegou a R$ 1,27 por quilo, evidenciando as disparidades regionais do mercado brasileiro.
Paraná registra maior queda diária
Entre as variações observadas no dia, o Paraná apresentou o desempenho mais negativo, com retração de 1,48% em relação ao fechamento anterior.
Também registraram quedas:
- Minas Gerais recuou 0,34%
- Rio Grande do Sul caiu 0,20%
- Santa Catarina teve baixa de 0,20%
Em São Paulo, os preços permaneceram estáveis.
Apenas Minas Gerais e Santa Catarina acumulam alta no mês
O levantamento do Cepea mostra que apenas duas praças apresentaram valorização em junho.
Minas Gerais lidera com alta de 5,34%, seguido de Santa Catarina com avanço de 2,04%.
Entre os estados com queda no período, o Rio Grande do Sul recuou 1,95%, o Paraná apresentou baixa de 1,48% e São Paulo registrou leve retração de 0,19%.
Carcaça suína especial mantém estabilidade no atacado
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,60 por quilo, mantendo estabilidade em relação ao dia anterior.
Apesar disso, o indicador acumula queda de 0,35% em junho.
Entre 18 e 24 de junho, os preços oscilaram entre R$ 8,54 e R$ 8,61 por quilo, com pico de R$ 8,61 em 22 de junho e mínima de R$ 8,54 em 18 de junho.
Preços seguem abaixo dos níveis registrados no início do ano
Mesmo com algumas recuperações pontuais, os preços do suíno vivo permanecem abaixo dos patamares registrados no início de 2026 em todas as regiões acompanhadas.
Em Minas Gerais, a média mensal caiu de R$ 7,94 por quilo em janeiro para R$ 5,70 em maio. Em São Paulo, recuou de R$ 8,25 para R$ 5,41 por quilo.
No Paraná, os valores passaram de R$ 7,78 para R$ 4,83 por quilo. Em Santa Catarina, houve recuo de R$ 7,76 para R$ 4,97 por quilo. Já no Rio Grande do Sul, a média caiu de R$ 7,83 para R$ 5,16 por quilo no mesmo intervalo.
Primeiro semestre foi marcado por queda gradual das cotações
Os dados do Cepea indicam que janeiro concentrou as maiores médias do ano em todas as praças monitoradas. A partir de fevereiro, o mercado iniciou uma trajetória de queda gradual.
Em março, os preços ainda se mantinham acima de R$ 6,50 por quilo na maior parte dos estados. Em abril, todas as regiões já operavam abaixo de R$ 6,00 por quilo.
Em maio, as médias ficaram entre R$ 4,83 e R$ 5,70 por quilo, e junho mantém o mesmo padrão, com leve recuperação em Minas Gerais e estabilidade relativa nas demais praças.
Perspectivas para o mercado de suínos
O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar sendo influenciado pelo equilíbrio entre oferta de animais, demanda industrial e desempenho das exportações brasileiras de carne suína.
Embora Minas Gerais e Santa Catarina apresentem sinais de recuperação, o setor ainda enfrenta um cenário de preços pressionados e margens apertadas, com o mercado buscando maior sustentação ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




















