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A Prefeitura de Colíder está reforçando as políticas públicas voltadas à inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ênfase na qualificação do ensino e no acolhimento das famílias. O trabalho envolve ações permanentes nas escolas, formação continuada de professores e articulação entre as áreas de Educação, Saúde e Assistência Social.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, atualmente 163 alunos com diagnóstico de TEA estão matriculados na rede. O número tem crescido, acompanhando o avanço dos diagnósticos e ampliando a demanda por atendimento especializado. As terapias são organizadas pela Secretaria de Saúde, enquanto a Assistência Social atua na orientação sobre benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A mobilização mais recente foi a Caminhada de Conscientização sobre o Autismo, realizada em 23 de abril. O ato reuniu famílias, profissionais e a comunidade e integrou um conjunto de atividades desenvolvidas ao longo do mês. A iniciativa, no entanto, é tratada pela gestão como parte de uma política contínua.
“A caminhada é uma forma de levar informação para fora da escola, mas o trabalho acontece todos os dias, dentro das salas de aula e no atendimento às famílias”, afirmou Márcia da Silva Furlanetto, coordenadora da Educação Especial da Secretaria.
No dia 30 de abril, como parte das ações voltadas à conscientização sobre o autismo, foi realizada uma roda de conversa com a participação de diversos profissionais da rede municipal. O encontro também contou com a presença da juíza Erika Cristina Camin, que fez reflexões sobre direitos, inclusão e o papel das instituições no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
ATENDIMENTO E FORMAÇÃO
Na prática, A Secretaria de Educação mantém oito Salas de Recursos Multifuncionais, que funcionam no contraturno escolar, segundo Márcia. Nesses espaços, os alunos recebem atendimento individual ou em grupo, com atividades adaptadas às necessidades específicas de cada um.
Outro avanço foi a aquisição do material pedagógico “Diversa Mente”, utilizado como apoio aos professores. O objetivo é ampliar as estratégias de ensino e favorecer o desenvolvimento dos alunos com deficiência e autismo, tornando o ambiente escolar mais inclusivo.
Além disso, professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) passam por capacitações em parceria com o Centro de Atendimento e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), da Secretaria de Estado de Educação. A formação também alcança docentes das salas regulares.
INTEGRAÇÃO
A articulação entre as secretarias é considerada pelo secretário municipal de Educação, Adriano Camilo, um dos pilares da política de inclusão em Colíder. Reuniões periódicas alinham as ações e permitem o acompanhamento dos casos mais complexos.
“A equipe psicossocial da Educação atua em conjunto com a Saúde e, quando necessário, com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), realizando estudos de caso e encaminhamentos. A integração, segundo a gestão, já faz parte da rotina administrativa”, explica Adriano.
Para o prefeito Rodrigo Benassi, o desafio vai além da estrutura. “A inclusão passa por informação e respeito. Nosso papel é garantir que essas crianças tenham acesso à educação de qualidade e que a sociedade esteja preparada para acolhê-las”, disse.
CONSCIENTIZAÇÃO
Apesar dos avanços, Márcia Furlanetto aponta que ainda há desinformação e preconceito. “O olhar capacitista, que trata pessoas com autismo como incapazes, segue como uma das principais barreiras em Colíder”, comenta.
Ao longo do ano, as escolas desenvolvem o projeto “Autismo na Escola”, envolvendo alunos da educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental. Também são realizadas rodas de conversa com profissionais da Educação e da Saúde, abertas à comunidade.
A orientação é que a população busque informação e participe das ações promovidas, especialmente no mês de abril, quando o tema ganha maior visibilidade. “O autismo não é uma doença, é uma condição. E essas pessoas têm potencial, inclusive para o mercado de trabalho. Isso precisa ser compreendido pela sociedade”, afirma Márcia.
A política municipal de educação inclusiva, homologada em 2024, sustenta as ações e orienta os passos da gestão municipal. “A meta da Prefeitura de Colíder é consolidar uma rede de ensino cada vez mais preparada para atender à diversidade”, completa o prefeito Benassi.
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Redação: Assessoria






















