A Prefeitura de Colíder está ampliando o acesso à documentação civil por meio do Programa Municipal de Identificação e Acessibilidade. A iniciativa realiza atendimentos domiciliares para pessoas acamadas, com deficiência severa ou restrições de mobilidade. Desenvolvido pela Secretaria de Indústria, Comércio, Emprego, Renda e Turismo em parceria com o Posto de Atendimento da Politec, o serviço permite a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), atualização de dados cadastrais e regularização de documentos diretamente nas residências dos beneficiados.
O programa surgiu após a ampliação da estrutura do setor de identificação do município, que passou a contar com um segundo equipamento para coleta biométrica. A medida tornou possível a criação de uma equipe itinerante, preparada para atender moradores que não conseguem comparecer ao posto de atendimento.
O secretário Leandro Kessler explica que a equipe monta um atendimento itinerante e realiza todo o procedimento na residência do cidadão. “Esse trabalho começou a ser desenvolvido ainda na gestão do ex-secretário Lourenço Marani para ampliar a estrutura do setor de identificação. A partir disso, passamos a atender pessoas com comorbidades, deficiência física severa e idosos acamados que não têm condições de sair de casa”, afirma.
ATENDIMENTO PERSONALIZADO
A operação envolve o transporte de equipamentos para coleta de fotografia, impressões digitais e demais dados necessários para a emissão da identidade. O atendimento é realizado mediante solicitação prévia e segue um cronograma organizado conforme a demanda. Muitos dos atendidos possuem documentos antigos, incompatíveis com as exigências atuais de órgãos públicos e instituições.
“Em vários casos, a documentação desatualizada impede o acesso a serviços essenciais. Tivemos recentemente a situação de uma família que precisava resolver questões relacionadas ao INSS e não conseguia atendimento por causa da documentação vencida. Com a atualização dos documentos, esse processo pôde avançar. É uma ação que devolve dignidade às pessoas”, esclarece Kessler.
O secretário também ressalta o trabalho desenvolvido pela equipe responsável pelas coletas. “São atendimentos que exigem cuidado, sensibilidade e atenção. Muitas vezes, até a coleta de uma fotografia ou de uma digital demanda adaptações. É um serviço realizado com dedicação e respeito à realidade de cada cidadão”, avalia.
TUTORES E FAMILIARES
Responsável pelo Posto de Identificação de Colíder, Márcia Chagas esclarece que o atendimento domiciliar também contempla pessoas sob tutela e seus responsáveis legais, que frequentemente enfrentam dificuldades para conduzir os assistidos até os órgãos públicos. “Nós realizamos a emissão da identidade e também fazemos a atualização do CPF quando há divergências com a Receita Federal. Hoje os sistemas são integrados e essas inconsistências aparecem automaticamente durante o atendimento”, informa.
O processo começa com a entrega da documentação por familiares ou responsáveis no posto de identificação. Após a conferência dos dados, a equipe agenda a visita para coleta biométrica na residência do cidadão. “Quando toda a documentação está correta, fazemos uma parte do procedimento aqui no posto e depois realizamos a coleta no local. Em seguida, encaminhamos o material para análise da Politec. Após a aprovação, fazemos a entrega do documento ao cidadão”, explica Márcia Chagas.
CIDADANIA MAIS PRÓXIMA
Para o prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, o programa implantado pela sua gestão representa um avanço na prestação de serviços públicos e reforça o compromisso da administração municipal com a inclusão. “Nosso objetivo é garantir que nenhum cidadão fique sem acesso à documentação por limitações físicas ou dificuldades de deslocamento. Estamos levando o poder público até quem mais precisa e assegurando um direito fundamental, que é o acesso à identidade civil”, finaliza.
Redação: Assessoria
























