O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a oferta de cirurgias oftalmológicas que ajudam a preservar a saúde ocular e a evitar o agravamento de doenças que podem comprometer a visão. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 3 milhões para 4,9 milhões, um crescimento de 62,3%.
A oftalmologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda do SUS. O avanço alcança as cinco regiões do país e inclui procedimentos para tratamento de catarata, doenças da retina e glaucoma, que têm impacto direto na qualidade de vida dos pacientes ao prevenir a perda da visão e permitir que milhares de brasileiros retomem as atividades do dia a dia com mais segurança, autonomia e independência.
“Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando reduzimos a espera por procedimentos como os de catarata, glaucoma e retina, devolvemos qualidade de vida, autonomia e capacidade funcional, especialmente para a população idosa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Mais acesso em todas as regiões
A ampliação das cirurgias oftalmológicas alcançou todas as regiões do país. O Sudeste concentrou os maiores volumes de procedimentos realizados pelo SUS. Em 2025, São Paulo realizou 561 mil cirurgias, Minas Gerais, 284 mil, e o Rio de Janeiro, 204 mil.
No Sul, a oferta também avançou nos três estados. Santa Catarina passou de 72 mil procedimentos, em 2022, para 147 mil em 2025. No mesmo período, o Paraná alcançou 169 mil cirurgias e o Rio Grande do Sul, 125 mil.
O Nordeste também registrou crescimento expressivo. Em 2025, a Bahia realizou 184 mil cirurgias, Pernambuco, 171 mil, e o Ceará, 67 mil, reforçando a capacidade de atendimento especializado na região.
No Centro-Oeste, Goiás passou de 42 mil procedimentos em 2022 para 73 mil em 2025. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também ampliaram a oferta, chegando a 21 mil e 28 mil cirurgias, respectivamente.
Na Região Norte, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima registraram aumento na realização de cirurgias oftalmológicas. O Amazonas passou de 17 mil procedimentos em 2022 para 32 mil em 2025, enquanto Rondônia saltou de 4,2 mil para 22 mil no mesmo período, fortalecendo a oferta da atenção especializada em diferentes realidades regionais.
Cirurgias que transformam vidas
As doenças oculares estão entre as principais causas de deficiência visual, especialmente entre pessoas idosas. Em muitos casos, procedimentos cirúrgicos realizados em tempo oportuno evitam o agravamento do quadro e podem restaurar parcial ou totalmente a capacidade visual dos pacientes.
Além dos benefícios para a saúde, a recuperação da visão tem impacto direto na autonomia, na mobilidade e na participação social das pessoas. Atividades simples, como ler, trabalhar, estudar, reconhecer rostos e se deslocar com segurança, passam a ser realizadas com mais independência após o tratamento.
Agora Tem Especialistas
A oftalmologia é uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, ao lado de cardiologia, oncologia, ginecologia, ortopedia e otorrinolaringologia. O programa reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos.
Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, como a carreta da visão, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas de atendimento conforme as prioridades locais.
No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado.
Alessandra Galvão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde


























