Pesquisas realizadas no SUS de Tangará da Serra são apresentadas em congresso nacional de Odontologia

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A assistência odontológica oferecida pela Prefeitura de Tangará da Serra ganhou projeção nacional durante a 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizada entre os dias 9 e 12 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

O município esteve representado por quatro pesquisas desenvolvidas a partir dos atendimentos realizados na rede pública municipal, especialmente no Laboratório Regional de Prótese Dentária (LRPD). Os trabalhos foram conduzidos por professores e estudantes de iniciação científica da Universidade de Cuiabá (UNIC Cuiabá), sob orientação dos professores Luiz Evaristo Ricci Volpato e Ueligton Francisco da Silva Cordeiro. Além de professor e pesquisador, Ueligton Cordeiro atua como coordenador de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra. Essa integração entre gestão pública, assistência e universidade possibilitou transformar os dados produzidos diariamente pelo serviço municipal em informações científicas capazes de contribuir para o planejamento da saúde bucal.

Um dos trabalhos apresentados foi “Impacto da saúde bucal na qualidade de vida e autopercepção após reabilitação protética no Sistema Único de Saúde”, desenvolvido pelo professor Ueligton Cordeiro como parte de sua pesquisa de mestrado em Ciências Odontológicas Integradas. O estudo acompanhou pacientes antes da reabilitação e dois meses após a instalação das próteses dentárias. Dos 156 participantes avaliados inicialmente, 119 concluíram as duas etapas da pesquisa.

Os resultados apontaram melhora significativa na qualidade de vida e na percepção dos pacientes sobre a própria saúde bucal. Foram avaliados aspectos como mastigação, fala, desconforto, limitações funcionais, convívio social e impactos psicológicos relacionados à perda dos dentes. Segundo Ueligton, os resultados ajudam a demonstrar que o alcance do serviço vai além da quantidade de próteses entregues. “A prótese dentária devolve funções importantes, como mastigar e falar, mas também influencia a autoestima, a segurança e o convívio social. A pesquisa permitiu demonstrar cientificamente parte dessa transformação observada no atendimento aos pacientes”, destacou.

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Além da pesquisa sobre qualidade de vida, outros três trabalhos desenvolvidos pelo grupo da UNIC Cuiabá foram apresentados no evento. A pesquisadora Isabella Melo Larica Pereira apresentou o estudo “Evolução da satisfação após reabilitação com próteses dentárias no Sistema Único de Saúde”. A pesquisa acompanhou 145 pacientes e identificou aumento da média de satisfação de 5,35 antes do tratamento para 8,53 dois meses após a instalação das próteses.

A estudante de iniciação científica Fernanda Lanay da Silva apresentou o trabalho “Perfil e uso de próteses dentárias em usuários da Unidade Básica de Saúde de Tangará da Serra, Mato Grosso”. O levantamento analisou informações de 1.880 pacientes atendidos entre 2023 e 2026. Os dados mostraram elevada procura por próteses totais e parciais removíveis. Também foi identificada a presença de adultos mais jovens entre os usuários, indicando que as perdas dentárias não estão restritas à população idosa e reforçando a necessidade de ações preventivas ao longo da vida.

Já a estudante Ana Julia Coxev de Souza apresentou a pesquisa “Uso de prótese dentária entre idosos usuários do Sistema Único de Saúde em um município brasileiro de médio porte”. Nesse levantamento, foram analisadas informações de 1.180 idosos com idades entre 60 e 99 anos. Entre os participantes, 76,5% utilizavam prótese total superior, enquanto 51,7% utilizavam prótese total inferior. Os resultados demonstram a dimensão das perdas dentárias na população idosa e a importância da manutenção de uma política pública de reabilitação.

O Laboratório Regional de Prótese Dentária de Tangará da Serra faz parte da política municipal de ampliação do acesso à reabilitação bucal. Os pacientes são avaliados e encaminhados pelas unidades de saúde e recebem acompanhamento clínico durante as diferentes etapas do tratamento. A confecção das próteses é viabilizada pelo LRPD, que atua de forma integrada com as equipes municipais. O serviço contempla próteses totais e próteses parciais removíveis, destinadas principalmente a pessoas que não teriam condições de realizar o tratamento na rede particular.

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Desde a ampliação do programa, em março de 2023, mais de 4 mil próteses dentárias já foram entregues a mais de 2 mil pacientes. Os atendimentos incluem os mutirões realizados aos sábados na USF Tangará II, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a demanda acumulada. Para a Secretaria Municipal de Saúde, os estudos apresentados na SBPqO demonstram a importância de avaliar não apenas a produção do serviço, mas também os resultados alcançados na vida das pessoas atendidas.

A apresentação dos quatro trabalhos representa um avanço na integração entre a Prefeitura de Tangará da Serra e a comunidade acadêmica. Os dados produzidos pelo serviço municipal possibilitam identificar o perfil da população, avaliar os resultados dos tratamentos e subsidiar decisões voltadas ao aperfeiçoamento da assistência odontológica. As pesquisas também proporcionam aos estudantes de iniciação científica contato com problemas reais de saúde pública e com a produção de conhecimento voltada às necessidades da população.

A participação na reunião da SBPqO colocou a experiência de Tangará da Serra em discussão com pesquisadores de diferentes regiões do país, ampliando a visibilidade do trabalho realizado pelo município na área de saúde bucal.Os estudos contaram, em diferentes projetos, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular (Funadesp).

Assessoria de Imprensa e Comunicação.

Fonte: Prefeitura Tangará da Serra

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